Mês: dezembro 2014

Fonoaudiologia Educacional, disciplina e área profissional, entenda um pouco:

Na grade do curso de Fonoaudiologia temos uma disciplina chamada Fonoaudiologia Educacional, nesta foi bastante debatido nas primeiras aulas a história da inserção do fonoaudiólogo na escola e suas práticas chegando à conclusão de que a mesma nasceu desta síntese de práticas, ora materialista, ora idealista, e de que são essas práticas que modifica a produção do conhecimento. Também fomos questionados quanto ao fato da fonoaudiologia ser uma ciência. Afinal, é? Este certamente foi um dos esclarecimentos mais simples e controverso do início da disciplina, talvez por nossa dificuldade em aceitar que não, não é. Apesar de sermos graduados na área e aptos para clinicar ou pesquisar, a fonoaudiologia não é uma ciências, pois como tantas outras “ciências” e profissões, toma emprestado o conhecimento de outras áreas bases, ciências de fato, tais como a biologia, a física, a química entre outras.

Esclarecido o caráter cientifico da profissão e sua necessidade de autoafirmação diante de tal, partimos para sua evolução histórica. Está foi mais uma etapa importante, entender a origem e depois compreender como a fonoaudiologia se inseriu na ambiente escolar. Vimos que na década e de 60 houve um forte avanço na medicalização e que os problemas eram vistos apenas do ponto de vista biológico, trançado um perfil bem definido do que se é normal do patológico, daí surgiram os distúrbios e foi aí que a fonoaudiologia sentiu a necessidade de clinicar, consequentemente houve a necessidade de formação superior, pois até então tínhamos uma formação baseada em cursos bastante teóricos.

Nos anos 70 esse modelo de cursos teóricos ainda perdurava, surgiram os primeiros cursos, ainda tecnólogos, com conhecimentos ligados a reabilitação. Nesta época a fonoaudiologia já se encontrava na universidade, contudo, ainda não era um curso superior. Após duas décadas, nos anos 80, finalmente nos aproximamos da prática, porém, está seguia o modelo vigente de saúde, Medico – Assistencial, colocando nós, fonoaudiólogos, assim como demais profissionais da saúde, na posição de paramédicos, auxiliadores do médico e apenas isso.

Próximo dos anos 90, mais especificamente em 1987, acontece a reforma sanitária e o surgimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na VIII Conferência Nacional de Saúde, desta forma profissionais da saúde ganharam forças para enfrentar o paradigma biomédico e houve a primeira inserção da fonoaudiologia tanto nos serviços públicos quanto nas escolas, porém muito mais nos serviços públicos. A escola ainda via o fonoaudiólogo na perspectiva biológica, ignorando os determinantes, contribuindo assim no processo de medicalização o que fazia e ainda nos tempos atuais faz com que a mesma se isente de certas responsabilidades.

Nas aulas seguintes discutimos sobre linguagem e escola, através da perspectiva marxista de Magda Soares e sobre o fracasso escolar no Brasil que acentua ainda mais as desigualdades sociais o que nos leva aos conflitos de classes, proporcionando padrões linguísticos divergentes que contribuem ainda mais para este fracasso diretamente ligado a gritante diferença entre democratização do acesso e democratização da escola.

Trazendo a disciplina bem próxima a Saúde Coletiva, mas tentando não ultrapassar a tênue linha entre ambas, discutimos sobre o Programa Saúde na Escola (PSE) que nada mais é que um programa com objetivo de proporcionar interação permanente da educação e da saúde a fim de proporcionar melhorias a saúde, como consequência foi solicitada a realização de uma resenha sobre o tema e a mesma encontra-se neste portfólio anexada.

No decorrer da disciplina também aconteceu participação da fonoaudióloga Julia, a mesma falou sobre sua trajetória nos estudos, sobre sua atuação na escola municipal e que agora estava se encaminhando para a Escola Estadual Visconde de Itaparica, além disso realizou dinâmica e roda de conversa na sala.

Discutimos sobre a medicalização da educação. O primeiro curta “EX-E.T.” representou a alienação das crianças no que tange a educação padronizada e ao forte bloqueio que a sociedade possui de se abster disto, já no segundo curta “Que letra é essa?” é relatado a história de Patrick, um menino de nove anos que se encontra repetindo pela terceira vez a primeira série sem que saiba ler e escrever ainda.

No decorrer do filme fica evidente como a escola faz questão de se isentar da responsabilidade, como a família joga a responsabilidade para a escola e como todos à jogam sobre Patrick. Tentando justificar a dificuldade da crianças das formas mais mirabolantes possíveis. Em cima desta aula realizamos uma resenha, na qual realmente deixei a desejar no que se referiu a refletir sobre os filmes e o texto, depois de corrigida e relida pude observar isso atrelado ao comentário realizado pela professora na correção.  Na semana seguinte não houve aula e foi solicitado que assistíssemos ao filme “Como estrelas na terra toda criança é especial” e realizássemos uma resenha crítica sobre o filme, assim foi feito e a mesma também se encontra anexada a este trabalho.

De modo geral a disciplina foi bastante esclarecedora, deixando claro a turma a atuação do fonoaudiólogo na área que é de promover, aprimorar e prevenir alterações relacionadas à audição, linguagem (oral e escrita), motricidade oral e voz, visando favorecer e otimizar o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, trouxe temas interessantes e polêmicos à debate, como o da medicalização da educação e suas consequências que foi bastante frisado no decorrer de todo o semestre, nos instigou a refletir e cumpriu de forma satisfatória seu o objetivo.

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Uso da TV na Educação

A atualmente a televisão é um dos maiores meios de comunicação de massa. Levando informações, entretenimento, cultura e consumo a maior parte da população mundial. E através dela gerações aprendem a consumir e a conhecer o mundo, bem como discutir problemas que outrora só era possível em praça pública, como as campanhas políticas, comunicados oficiais e outras reuniões públicas. A hegemonia da televisão foi-se materializando, desde o seu surgimento no século XIX, e principalmente com o rápido desenvolvimento da tecnologia, possibilitando assim, maior aproximação entre a ficção e a realidade, por meio das telenovelas, dos seriados, dos filmes e outros programas.
De tal modo a televisão é para muitos de nossos jovens, talvez o único acesso aos bens culturais, a atividades esportivas e até mesmo a uma educação de qualidade e, por essa razão, têm na televisão sua principal fonte de informação e de lazer.

Posteriormente ao surgimento da televisão, e com grande força após os anos de 1990 até a atualidade, foram inventados os computadores que mais uma vez provou uma revolução na humanidade e que enquanto ferramentas permitem aos indivíduos interação e conectividade por meio das redes de comunicação, e ainda como aparato-chave de uma nova sociedade informacionalista, apoiada nas tecnologias da inteligência e viabilizada numa configuração social que é estruturada pela integração das redes, assuntos amplamente discutidos por Castells (2005) e Lévy (2000).
E por meio de crescente evolução da televisão, a escola, neste enfoque audiovisual, faça da TV como objeto de estudo, conheça-lhe a linguagem, programação, condições de produção e de recepção e a incorporar pedagogicamente. De tal modo na educação com a televisão, segundo Carneiro (2002, p 1) “se utilizam programas como estratégia pedagógica para motivar aprendizados, despertar interesses, problematizar conteúdos. E educar pela televisão significa comprometer emissoras a ofertas mais e melhores programas ao público infanto-juvenil”.

O modelo de TV convencional analógica diz respeito ao tipo de difusão do conteúdo. Normalmente, um conteúdo televisivo é criado para atender a um público-alvo bastante diverso e abrangente. E que neste modelo de televisão a comunicação é somente de iniciativa do emissor, ficando o receptor como ser passivo e que a finalidade final é o consumo.
Este modelo de televisão foi recebido com muito entusiasmo por grande parte dos professores, principalmente por aqueles responsáveis pela gestão educacional. Pois, se acreditavam que por meio desta nova tecnologia seria possível solucionar muitos problemas da educação. Discurso ainda vivo no que tange ao uso da internet na sala de aula, pois acreditavam e ainda há esta crença de que tal tecnologia é capaz de homogeneizar a educação.
Esta gigantesca valorização da tecnologia apresentava-se como base um ensino voltado somente para a transmissão de informações, como ocorre na educação tradicional. Desta forma havia uma diminuição da importância do professor, frente a esta supervalorização tecnológica.

Segundo Sacrini:
“Toda experiência de uso de novos aparatos tecnológicos nos processos educativos de ensino e aprendizagem gera sempre grandes expectativas quanto aos resultados prometidos, sem às vezes levar em conta as implicações que envolvem a utilização desses recursos, não raramente sub-utilizados ou explorados de forma inadequada e pouco produtiva”.

Diante desta afirmativa faz-se necessário que haja qualificação do professor para que ele possa explorar o que de melhor a tecnologia possa oferecer aos seus discentes. Assim, por meio desta grandeza tecnológica, sabe-se que por meio das conexões digitais é possível alcançar conhecimentos antes inatingíveis. Inicia-se da pressuposição que o uso desta tecnologia, em sala de aula, nos momentos informais de aprendizagem possa haver uma melhora significativa nos processos cognitivos do indivíduo.

Assim, a TV Digital poderá permitir ao indivíduo a interatividade, opondo-se ao modelo de televisão analógica, onde o indivíduo sai da condição de objeto e reporta-se a mundo do sujeito ativo, podendo desta forma interferir na programação, dando sugestões, interagindo com outros expectadores. Desta maneira a Televisão Digital abre caminhos, de forma especial, para a alfabetização audiovisual permanente, possibilitando ao telespectador capacidade de analisar e de produzir suas mensagens. Ao utilizar a TV desta forma, estará permitindo que haja uma educação interativa social e culturalmente crítica indispensável para a formação da cidadania.

Com o advento da TV Digital cresce a necessidade pela interatividade que em nosso país ainda vai demorar um pouco, pois neste momento estamos em transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento. Mas com a TV Digital será possível, maior interatividade entre alunos, professores, profissionais de diversas áreas do conhecimento, e tudo isso será possível por causa dos vários canais e recursos de acesso aos conteúdos digitais. Desta forma a TV Digital poderá proporcionar muito mais oportunidades de os alunos serem produtores de conteúdos multimídia, como acontece hoje na Internet. A TV Digital poderá oferecer com mais qualidade, a exibição dessas produções feitas pelos usuários e acrescentar recursos de pesquisa e navegação fáceis e hiper-realistas.
Deste modo, a ferramenta permitirá o aprendizado completo das atividades educativas por meio de recursos audiovisuais com o agravo das já consagradas transmissões televisivas, tolerando uma reconfiguração das formas de contato com o conhecimento a partir do oferecimento de “serviços para a teleducação que têm como eixo uma pedagogia comunicacional de apoio ao professor em sala de aula, apoio ao estudante em casa e interação pais-escola” (AMARAL ; PACATA, 2003, apud SACRINI, 2005, P. 47).

É bem conhecido o papel fundamental do envolvimento pessoal do aluno no processo de aprendizagem. Quanto mais ativamente uma pessoa participar da aquisição de um conhecimento, mais ele irá integrar e reter aquilo que aprender. Ora, a multimídia interativa, graças à sua dimensão reticular e não linear, favorece uma atitude exploratória, ou mesmo lúdica, face ao material a ser assimilado. É, portanto, um instrumento bem adaptado a uma pedagogia ativa. (LÉVY, 2000, p.40)

Para que o aluno possa produzir o seu próprio conhecimento por meio da TV Digital será necessário que o professor utilize estas tecnologias em sala de aula de maneira adequada e com um planejamento bem definido, com objetivos claros, pois sabemos que somente a tecnologia não muda uma nação e sim a forma como a mesma é utilizada. Desta forma estas tecnologias precisam ser meios para a produção de aulas motivadoras, que ampliem a curiosidade, a pesquisa, a interação e que através do interesse seja produzido o conhecimento.

Kdenlive & Educação

O Comunidade.MOV é um projeto que tem oportunizado aos educadores e jovens participantes  o aprendizado do software  livre para edição de vídeo Kdenlive.

Os participantes das oficinas estão trabalhando no Kdenlive para realizar a edição das imagens e a produção final dos vídeos que compõem o projeto. Lembrando que o 12º Encontro da Cidadania (a ser realizado em 18 de outubro) sediará a I Mostra deste projeto, onde todos poderão conferir os vídeos produzidos pelos CDIs Comunidades participantes do projeto.

Além de instalar o Kdenlive nos CDIs Comunidades participantes do projeto,  o CDI Campinas realizou upgrade das máquinas (aumento da memória RAM) para atender os requisitos necessários para uma melhor edição.

O professor de cinema e responsável pelas Oficinas, Bruno Fantini, conta que o software é extremamente intuitivo e possui diversos recursos, sendo uma ótima opção para ser usado e compartilhado com os educadores, além da vantagem de ser um programa livre, isto é, sem custos.

A características do Kdenlive: intuitivo, completo e leve, representam a essência da liberdade do Software Livre, descritas abaixo, e das quais o CDI Campinas acredita e apoia:

  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito
  • A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo às suas necessidades
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo
  • A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros

Como resultado, temos aprovação e a motivação dos educadores no uso do Kdenlive, que também se interessaram mais pelos programas abertos. Inclusive, instalando-o em seus computadores pessoais.

“Eu passei a entender melhor a lógica do programa depois do Kdenlive, agora me sinto muito mais segura para usar qualquer software, acredito que o Software Livre te proporciona esta autonomia e domínio das ferramentas”. Coloara Sara Dias Valardão, educadora participante do projeto.

Oficina AUDACITY

Há aproximadamente um mês atrás nossa oficina foi do audacity, para minha surpresa, descobri após a oficina que ele é muito utilizado na minha área, a fonoaudiologia. Bom, o nome do software já diz tudo, trata-se de um software (livre) que permite editar áudio utilizando recursos para gravar, reproduzir, importar e exportar sons em variados formatos (WAV, AIFF, MP3 e OGG). Possui editor de amplitude, espectograma e janela para análise de frequências e áudio.

Segundo a fonoaudióloga Bárbara Soares, “o Audacity vai possibilitar, através da avaliação do espectograma, uma melhor análise fonoarticulatória, podendo assim aprimorar a fala dos pacientes”. Porém, ele não é utilizado apenas para análise articulatória, o Audacity vem sendo utilizado como ferramenta também na Fonoaudiologia Forense para análise perceptual da voz.

Para a fonoaudiologa, Sandra Alencastro, através deste software é possível avaliar todos os parâmetros que compõem a voz. Segundo ela, os softwares ajudam no contexto mas são incapazes, sozinhos, de embasar a emissão de um parecer conclusivo. Entre os programas mais utilizados na Perícia Fonoaudiológica estão:

  • Adobe Audition 2.0
  • Audacity
  • Análise de Voz DSP
  • Voxmetria
  • Fonoview
  • Dr. Speech

A fonoaudióloga explica que muitas vezes, em determinados processos, o réu tenta disfarçar a própria voz, procedimento ineficaz perante a perícia. “Na fisiologia da voz, há características básicas que não podem ser alteradas”, afirma Sandra Alencastro. Segundo Sandra, a Fonoaudiologia Forense é um campo de atuação promissor para o fonoaudiólogo. “A necessidade deste profissional existe. O que falta é que sejam criados concursos e que juízes, promotores, saibam da existência e da importância do trabalho”. Maria do Carmo é da mesma opinião. “A entrada no mundo jurídico é fundamental. Estimular eventos com a participação de profissionais do Direito é o primeiro passo”. Ela diz que, na ausência ou carência de fonoaudiólogos atuando de forma plena em questões que envolvem a comunicação, outros profissionais acabam preenchendo o espaço. “Nos estados que não contam com fonoaudiólogos atuando em perícias de identificação de falante, nos deparamos com engenheiros, físicos, químicos, biólogos e músicos exercendo a função”. A diferença entre a atuação do fonoaudiólogo e de outros profissionais em perícias de voz é grande, considera Maria do Carmo. “Nossa visão é mais abrangente. Tenho visto laudos de outros profissionais que se baseiam unicamente na interpretação de espectrogramas para atribuir a autoria de uma fala. Considerando a fragilidade da espectrografia como único método de identificação do falante, laudos baseados unicamente em dados obtidos de imagens espectrográficas são, no mínimo, inconsistentes”.

Segue uma vídeo aula para que você aprenda usar o software: https://www.youtube.com/watch?v=xUwSm6JE964

Oficina Inkscape

Sem dúvidas foi a melhor oficina! Pelo menos a que mais me divertiu e estimulou, baixei o programa e até usei para outras finalidades. Enfim, resolvi me aprofundar mais nesse software e descobri que o Inkscape é um fork (um derivado) de um projeto chamado Sodipodi. Foi iniciado em 2003 por Ted Gould, Bryce Harrington, Nathan Hurst e MenTaLguY com o objetivo claro de criar algo que completo e direcionado para o standard SVG. Desde então o seu desenvolvimento tem sido cada vez maior devido ao facto de a equipa que o desenvolve ter crescido com inúmeras participações da comunidade. Apesar das decisões importantes serem ainda tomadas pelos fundadores a verdade é que muito do desenvolvimento tem já sido feito por outros programadores.

Algumas funcionalidades básicas do software:

  • Permite criar objetos de vários tipos, desde simples quadrados, retângulos, círculos, textos, estrelas e espirais até objetos de desenho livre através das suas canetas. Estas canetas para além de produzir os desenhos exatos que utilizar faz, ainda permitem definir níveis de suavização automaticamente para que o resultado seja mais apelativo (por exemplo, suavização que remove curvas tremidas);
  • Possibilita a produção de objetos tridimensionais, preenchimentos dos objetos em degrade ou através da padrões, linhas e sprays com padrões (diferentes pontas de canetas, por exemplo) e conetores entre objetos para criar diagramas;
  • Permite editar o posicionamento dos nodos que definem os objetos e ainda o seu comportamento (se bicudo ou arredondado por exemplo).
  • Permite exportar os desenhos para muitos tipos de ficheiros e ainda permite exportar apenas partes dos desenhos ou subconjuntos de objetos;
  • Tem um sistema de camadas que pode ajudar muito na estruturação dos desenhos. Para além de possibilitar focar o trabalho apenas em certos aspectos dos desenhos esta funcionalidade pode ser perfeita para computadores mais lentos consigam trabalhar em desenhos complexos, pois podemos esconder determinadas partes que consomem muito processamento.

Agora, algumas funções mais avançadas:

  • Possibilita o desenho vetorial automático através de uma imagem pixelizada. Ou seja, através de uma imagem/fotografia, você consegue, com alguma qualidade, obter um desenho vetorial. Este processo normalmente chama-se “trace bitmap”;
  • Permite adicionar desfocagem em qualquer objeto, o que significa que se pode produzir sombras de uma forma diferente mas com um potencial bastante interessante em relação a outras aplicações que apenas fazem sombras simples;
  • Permite facilmente posicionar um texto num caminho. Por exemplo, pôr um texto à volta de um objeto como na imagem à direita;
  • Permite realizar todas as transformações vetoriais comuns deste tipo de aplicações, nomeadamente “União”, “Diferença”, “Exclusão”, entre outras e ainda permite posicionar os objetos uns à frente de outros;
  • Por fim, traz uma quantidade enorme de filtros que pode aplicar aos objetos, desde filtros de adição de texturas, aplicações de iluminações, brilhos e sombras, até descofagens complexas e aplicação efeitos tri-dimensionais. De salientar ainda neste aspecto que para além da aplicação destes filtros, é possível editá-los e até omiti-los através de um gestor próprio para esse efeito.

Claro, que não tive cacife (ainda), para produzir uma imagem vetorial top, mas segue abaixo a fofa que fiz na oficina: denise

Oficina GIMP

Infelizmente não consigo abrir a imagem que produzir no GIMP durante a oficina. Mas, vou falar aqui um poquinho dele.

O projeto foi criado em 1995 por Spencer Kimball e Peter Mattis e hoje é mantido por um grupo de voluntários; é uma alternativa open source ao Adobe Photoshop. O nome GIMP originalmente era sigla de General Image Manipulation Program; em 1997, ele foi mudado para GNU (Image Manipulation Program), é licenciado sob a GNU General Public License. Trata-se, basicamente de é um editor de imagens e fotografias. Seus usos incluem criar gráficos e logotipos, redimensionar fotos, alterar cores, combinar imagens utilizando o paradigma de camadas, remover partes indesejadas das imagens e converter arquivos entre diferentes formatos de imagens.

Inclusive através do GIMP, do Inkscape e de outros recursos, mas principalmente produzi este esboço de logotipo para uma liga da qual faço parte, porém este ainda não é o produto final:

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VIRTUAL

Do latim virtus (“força” ou “virtude”), virtual é um adjectivo que, no seu sentido original, faz referência àquilo que tem a virtude de produzir um efeito apesar de não o produzir verdadeiramente.

No entanto, o conceito está atualmente associado àquilo que tem existência aparente e não propriamente real nem física. O termo é bastante corrente no âmbito da informática e da tecnologia para fazer referência à realidade construída através de sistemas ou formatos digitais.

Conhece-se como realidade virtual o sistema tecnológico que permite que o utilizador tenha a sensação de estar imerso num mundo diferente do real. Esta ilusão produz-se graças aos modelos criados por um computador que o utilizador contempla através de um capacete especial. Embora a realidade virtual tenha nascido para ser aplicada aos jogos de vídeo, atualmente, tem-se mostrado útil em áreas como a medicina e o transporte.

Uma mascote (animal de estimação) virtual, por outro lado, é um companheiro digital criado com o objetivo de fazer companhia e entreter as pessoas. Não tem mais forma física do que o hardware onde se executa, que consiste, geralmente, num pequeno dispositivo eletronico. O utilizador deve alimentar e cuidar da mascote virtual para evitar que este “morra”.

Uma biblioteca virtual é aquela que alberga obras digitais em diversos formatos (.doc, .pdf). Através da Internet, estas bibliotecas estão disponíveis para pessoas de todo o mundo.

Redes Sociais na Escola

Rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. Muito embora um dos princípios da rede seja sua abertura e porosidade, por ser uma ligação social, a conexão fundamental entre as pessoas se dá através da identidade. Um ponto em comum dentre os diversos tipos de rede social é o compartilhamento de informações, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns.

Hoje, um dos locais em que as redes sociais mais tem se expandido é a web; as redes de relacionamento virtuais são um dos tipos de redes sociais em que mais tem crescido o número de usuários, porque o uso destas permite com que eles possam transpor seus interesses para o mundo virtual e assim a WEB passa a fazer parte do cotidiano das pessoas, principalmente dos jovens, porque é nela que eles se reconhecem, comunicam-se, interagem e se informam.

O modo como a escola está organiza da atualmente não está mais se adequando ao perfil da geração net; este público se envolve em várias atividades simultâneas, tem interesse em vários em vários campos do saber; nos conteúdos que estudam, nas atividades que realizam no dia-a-dia da escola só consideram significativas as atividades, conteúdos, disciplinas, avaliações, etc., nas quais percebem que estão sendo contemplados em relação a essa multiplicidade de interesses e várias dimensões que compõem sua personalidade, sua integralidade enquanto seres.

Gardner (2000) defende que não há uma inteligência, mas sim múltiplas inteligências humanas, ou seja, que nós possuímos capacidade tecnologias-na-escola3de aprender e apresentar habilidades em relação a várias áreas do conhecimento, e, sendo as inteligências múltiplas, a escola deve diversificar suas formas de atuação, priorizando não só as áreas da linguagem ou do conhecimento lógico-matemático, mas variando o leque de discussões e atividades para que se estimule todas as formas de inteligência e habilidades que podemos manifestar.

A inserção das redes sociais nas escolas enquanto uma ferramenta no processo de ensino-aprendizagem já é um fato que acontece em muitas instituições de ensino; os alunos trazem para dentro da escola elementos de sua realidade externa, através dos seus celulares, notebooks, netbooks, usando os computadores da escola e outros recursos eletrônicos que lhes permitem manter essa conexão com os outros e com o mundo.

Mesmo que de forma indesejada, as redes sociais se entrelaçam ao cotidiano da escola, interferem nas aulas e atividades, tornando-se um elemento o qual pode e deve ser explorado pelos professores e demais profissionais no desenvolvimento das atividades da escola. Aulas, pesquisas, debates, seminários, trabalhos em grupos constituídos por alunos de escolas diferentes (até de países e culturas diferentes), contato (chat, troca de e-mails, troca de arquivos, etc.) com pessoas relacionadas a algum tema em discussão, essas são apenas algumas atividades que podem ser desenvolvidas através do uso das redes sociais na escola, porque assim como as ferramentas da Web, as redes sociais oferecem um imenso potencial pedagógico. Elas possibilitam o estudo em grupo, troca de conhecimento e aprendizagem colaborativa. Uma das ferramentas de comunicação existentes em quase todas as redes sociais são os fóruns de discussão. Os membros podem abrir um novo tópico e interagir com outros membros compartilhando ideias. Enfim, com tanta tecnologia e ferramentas gratuitas disponibilizadas na Web, cabe ao professor o papel de saber utilizá-las para atrair o interesse dos jovens no uso dessas redes sociais favorecendo a sua própria aprendizagem de forma coletiva e interativa.

O que é cibercultura?

A cibercultura é uma nova maneira de compreender as relações tecnológicas que se estabelecem na sociedade. Ela é um espaço de comunicação, uma migração do mundo real para o imaginário, possibilitando aos indivíduos uma gama infinita de criação e recriação do seu própriÍndiceo espaço social.
Através dela se vincula uma visão de mundo interrelacionada com a realidade atual e com o fenômeno da comunicação digital. É um meio de entretenimento, debates, trocas de informações, crescimento humano e intelectual, uma vez que não delimita o saber e tão pouco as formas como esse saber pode ser explorado.
A cibercultura transforma a relação da pessoa com a tecnologia, através de meios que facilitam a vida cotidiana e economizam o tempo, como por exemplo, para o pagamentos de contas, as diversas relações comerciais que se estabelecem, troca de informações, relações interpessoais etc.
Na verdade, a cibercultura é uma interação social com a digital. As tribos que a partir dela se formam, vão definindo o perfil da geração atual e as tendências que acompanham o desenvolvimento da humanidade, seja no âmbito político, econômico ou cultural.