Oficina AUDACITY

Há aproximadamente um mês atrás nossa oficina foi do audacity, para minha surpresa, descobri após a oficina que ele é muito utilizado na minha área, a fonoaudiologia. Bom, o nome do software já diz tudo, trata-se de um software (livre) que permite editar áudio utilizando recursos para gravar, reproduzir, importar e exportar sons em variados formatos (WAV, AIFF, MP3 e OGG). Possui editor de amplitude, espectograma e janela para análise de frequências e áudio.

Segundo a fonoaudióloga Bárbara Soares, “o Audacity vai possibilitar, através da avaliação do espectograma, uma melhor análise fonoarticulatória, podendo assim aprimorar a fala dos pacientes”. Porém, ele não é utilizado apenas para análise articulatória, o Audacity vem sendo utilizado como ferramenta também na Fonoaudiologia Forense para análise perceptual da voz.

Para a fonoaudiologa, Sandra Alencastro, através deste software é possível avaliar todos os parâmetros que compõem a voz. Segundo ela, os softwares ajudam no contexto mas são incapazes, sozinhos, de embasar a emissão de um parecer conclusivo. Entre os programas mais utilizados na Perícia Fonoaudiológica estão:

  • Adobe Audition 2.0
  • Audacity
  • Análise de Voz DSP
  • Voxmetria
  • Fonoview
  • Dr. Speech

A fonoaudióloga explica que muitas vezes, em determinados processos, o réu tenta disfarçar a própria voz, procedimento ineficaz perante a perícia. “Na fisiologia da voz, há características básicas que não podem ser alteradas”, afirma Sandra Alencastro. Segundo Sandra, a Fonoaudiologia Forense é um campo de atuação promissor para o fonoaudiólogo. “A necessidade deste profissional existe. O que falta é que sejam criados concursos e que juízes, promotores, saibam da existência e da importância do trabalho”. Maria do Carmo é da mesma opinião. “A entrada no mundo jurídico é fundamental. Estimular eventos com a participação de profissionais do Direito é o primeiro passo”. Ela diz que, na ausência ou carência de fonoaudiólogos atuando de forma plena em questões que envolvem a comunicação, outros profissionais acabam preenchendo o espaço. “Nos estados que não contam com fonoaudiólogos atuando em perícias de identificação de falante, nos deparamos com engenheiros, físicos, químicos, biólogos e músicos exercendo a função”. A diferença entre a atuação do fonoaudiólogo e de outros profissionais em perícias de voz é grande, considera Maria do Carmo. “Nossa visão é mais abrangente. Tenho visto laudos de outros profissionais que se baseiam unicamente na interpretação de espectrogramas para atribuir a autoria de uma fala. Considerando a fragilidade da espectrografia como único método de identificação do falante, laudos baseados unicamente em dados obtidos de imagens espectrográficas são, no mínimo, inconsistentes”.

Segue uma vídeo aula para que você aprenda usar o software: https://www.youtube.com/watch?v=xUwSm6JE964

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