Uso da TV na Educação

A atualmente a televisão é um dos maiores meios de comunicação de massa. Levando informações, entretenimento, cultura e consumo a maior parte da população mundial. E através dela gerações aprendem a consumir e a conhecer o mundo, bem como discutir problemas que outrora só era possível em praça pública, como as campanhas políticas, comunicados oficiais e outras reuniões públicas. A hegemonia da televisão foi-se materializando, desde o seu surgimento no século XIX, e principalmente com o rápido desenvolvimento da tecnologia, possibilitando assim, maior aproximação entre a ficção e a realidade, por meio das telenovelas, dos seriados, dos filmes e outros programas.
De tal modo a televisão é para muitos de nossos jovens, talvez o único acesso aos bens culturais, a atividades esportivas e até mesmo a uma educação de qualidade e, por essa razão, têm na televisão sua principal fonte de informação e de lazer.

Posteriormente ao surgimento da televisão, e com grande força após os anos de 1990 até a atualidade, foram inventados os computadores que mais uma vez provou uma revolução na humanidade e que enquanto ferramentas permitem aos indivíduos interação e conectividade por meio das redes de comunicação, e ainda como aparato-chave de uma nova sociedade informacionalista, apoiada nas tecnologias da inteligência e viabilizada numa configuração social que é estruturada pela integração das redes, assuntos amplamente discutidos por Castells (2005) e Lévy (2000).
E por meio de crescente evolução da televisão, a escola, neste enfoque audiovisual, faça da TV como objeto de estudo, conheça-lhe a linguagem, programação, condições de produção e de recepção e a incorporar pedagogicamente. De tal modo na educação com a televisão, segundo Carneiro (2002, p 1) “se utilizam programas como estratégia pedagógica para motivar aprendizados, despertar interesses, problematizar conteúdos. E educar pela televisão significa comprometer emissoras a ofertas mais e melhores programas ao público infanto-juvenil”.

O modelo de TV convencional analógica diz respeito ao tipo de difusão do conteúdo. Normalmente, um conteúdo televisivo é criado para atender a um público-alvo bastante diverso e abrangente. E que neste modelo de televisão a comunicação é somente de iniciativa do emissor, ficando o receptor como ser passivo e que a finalidade final é o consumo.
Este modelo de televisão foi recebido com muito entusiasmo por grande parte dos professores, principalmente por aqueles responsáveis pela gestão educacional. Pois, se acreditavam que por meio desta nova tecnologia seria possível solucionar muitos problemas da educação. Discurso ainda vivo no que tange ao uso da internet na sala de aula, pois acreditavam e ainda há esta crença de que tal tecnologia é capaz de homogeneizar a educação.
Esta gigantesca valorização da tecnologia apresentava-se como base um ensino voltado somente para a transmissão de informações, como ocorre na educação tradicional. Desta forma havia uma diminuição da importância do professor, frente a esta supervalorização tecnológica.

Segundo Sacrini:
“Toda experiência de uso de novos aparatos tecnológicos nos processos educativos de ensino e aprendizagem gera sempre grandes expectativas quanto aos resultados prometidos, sem às vezes levar em conta as implicações que envolvem a utilização desses recursos, não raramente sub-utilizados ou explorados de forma inadequada e pouco produtiva”.

Diante desta afirmativa faz-se necessário que haja qualificação do professor para que ele possa explorar o que de melhor a tecnologia possa oferecer aos seus discentes. Assim, por meio desta grandeza tecnológica, sabe-se que por meio das conexões digitais é possível alcançar conhecimentos antes inatingíveis. Inicia-se da pressuposição que o uso desta tecnologia, em sala de aula, nos momentos informais de aprendizagem possa haver uma melhora significativa nos processos cognitivos do indivíduo.

Assim, a TV Digital poderá permitir ao indivíduo a interatividade, opondo-se ao modelo de televisão analógica, onde o indivíduo sai da condição de objeto e reporta-se a mundo do sujeito ativo, podendo desta forma interferir na programação, dando sugestões, interagindo com outros expectadores. Desta maneira a Televisão Digital abre caminhos, de forma especial, para a alfabetização audiovisual permanente, possibilitando ao telespectador capacidade de analisar e de produzir suas mensagens. Ao utilizar a TV desta forma, estará permitindo que haja uma educação interativa social e culturalmente crítica indispensável para a formação da cidadania.

Com o advento da TV Digital cresce a necessidade pela interatividade que em nosso país ainda vai demorar um pouco, pois neste momento estamos em transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento. Mas com a TV Digital será possível, maior interatividade entre alunos, professores, profissionais de diversas áreas do conhecimento, e tudo isso será possível por causa dos vários canais e recursos de acesso aos conteúdos digitais. Desta forma a TV Digital poderá proporcionar muito mais oportunidades de os alunos serem produtores de conteúdos multimídia, como acontece hoje na Internet. A TV Digital poderá oferecer com mais qualidade, a exibição dessas produções feitas pelos usuários e acrescentar recursos de pesquisa e navegação fáceis e hiper-realistas.
Deste modo, a ferramenta permitirá o aprendizado completo das atividades educativas por meio de recursos audiovisuais com o agravo das já consagradas transmissões televisivas, tolerando uma reconfiguração das formas de contato com o conhecimento a partir do oferecimento de “serviços para a teleducação que têm como eixo uma pedagogia comunicacional de apoio ao professor em sala de aula, apoio ao estudante em casa e interação pais-escola” (AMARAL ; PACATA, 2003, apud SACRINI, 2005, P. 47).

É bem conhecido o papel fundamental do envolvimento pessoal do aluno no processo de aprendizagem. Quanto mais ativamente uma pessoa participar da aquisição de um conhecimento, mais ele irá integrar e reter aquilo que aprender. Ora, a multimídia interativa, graças à sua dimensão reticular e não linear, favorece uma atitude exploratória, ou mesmo lúdica, face ao material a ser assimilado. É, portanto, um instrumento bem adaptado a uma pedagogia ativa. (LÉVY, 2000, p.40)

Para que o aluno possa produzir o seu próprio conhecimento por meio da TV Digital será necessário que o professor utilize estas tecnologias em sala de aula de maneira adequada e com um planejamento bem definido, com objetivos claros, pois sabemos que somente a tecnologia não muda uma nação e sim a forma como a mesma é utilizada. Desta forma estas tecnologias precisam ser meios para a produção de aulas motivadoras, que ampliem a curiosidade, a pesquisa, a interação e que através do interesse seja produzido o conhecimento.

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